Piper: Uma curta-metragem com muito para ensinar.

Já viu a página do PEP – Programa de Educação Parental? Se viu, deve ter percebido que está disponível a curta-metragem: Piper. Um filme da Disney-Pixar que em poucos minutos nos ensina muita coisa.

Piper: Descobrindo o mundo é um pequeno desenho-animado, pequeno mas grande em reflexão. Nesta curta, um filho de uma ave marinha acabou de “chegar” ao mundo e está a descobri-lo a pouco e pouco, seguindo o ciclo da vida. E eis que chega o momento de provar a sua autonomia, sem ajuda da progenitora. Esta espécie em particular “caça” pequenas conquilhas e moluscos para conseguir comer. Contudo, as aves estabeleceram um ritmo para poder caçar as conchas, quando a onda vem, fogem, quando a onda recua é hora de comer. Devido à sua pouca experiência, o pequeno Piper acaba por levar com uma onda em cima. Como resultado, acaba por criar um trauma de ir até perto do mar, mas precisa de o fazer, precisa de comer. Nesta altura, Piper já percebeu que nada na vida é fácil, e como tal tem de insistir, com muito medo e com poucos resultados, ele observa um pequeno caranguejo que não tem medo das ondas, leva com elas e fica bem. É ai que Piper, ensinado pelo caranguejo percebe que imitando-o, agarra-se ao chão e descobre que também é capaz de aguentar as ondas. Daqui resulta que Piper, não só superou o seu medo, como ainda conseguiu melhorar a “caçada” apanhando muito mais e melhores conquilhas do que os seus congéneres.

Claramente, A história de Piper é uma metáfora para a nossa vida. Piper representa a nossa infância, a inexperiência de quem começa agora aos poucos a conhecer o mundo. Como ele, os nossos filhos  também procuram o colo, o calor, a segurança dos pais, seja por hábito, ou por medo. Esta é uma constante na vida de todos, sempre que encontramos alguém mais experiente ou que já passou por algo parecido. Contudo é muito importante realçar a atitude da mãe neste processo: Ela poderia ter-lhe ido buscar comida, então porque não o fez? 

Porque ao julgar protege-lo, estaria a evitar que ele aprendesse, e a sua autonomia estaria para sempre ameaçada.

E a onda? É preciso perceber que ela representa todos os desafios inerentes à nossa vida. A perspetiva imatura da ave faz com que acredite que a onda é maior do que realmente é. Isso é um reflexo direto da forma como olhamos para a vida. Por medo de tentar, criamos uma auto-justificação dizendo que qualquer adversidade é maior do que realmente é. O pequeno caranguejo representa a necessidade de olhar a vida de forma diferente, sair da caixa. Quando observamos que uma outra pessoa consegue superar um desafio, podemos seguir o exemplo e tentar também. Surpresos, percebemos que o medo inibia o nosso verdadeiro potencial. No fim de contas, percebemos do que somos capazes se realmente estivermos dispostos a tentar.

Mas… e quando não há um caranguejo? Alguém que nos ajude a perceber como vencer a onda? 

É aqui que surge a necessidade de criar referências, de ter um rede de suporte, alguém que nos ampare a queda… é aqui que se encaixa na equação o nosso programa! Não queremos substituir famílias, não queremos ensinar ninguém a ser mãe ou pai, queremos sim ser uma ajuda. Uma referência que possa ajudar a superar as ondas, e a pensar fora da caixa para que no fim tenha melhores relacionamentos, melhor comunicação, uma família mais feliz e acima de tudo, tempo para viver.

Quer ser a melhor mãe/pai do mundo? Inscreva-se no PEP





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